
Uma investigação ficcional que ilumina as sombras da história brasileira com maestria e coragem. - Folha de S.Paulo
“Operação Condor” mergulha nas sombras de um dos períodos mais conturbados da história brasileira, revelando uma trama de mistério e poder que transcende as fronteiras do país. Narrado pela perspicaz Verônica, o livro desvenda a obsessão de seu amante, o Repórter, em desvendar as mortes enigmáticas de figuras políticas cruciais como Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda. Suas mortes, ocorridas em um curto espaço de tempo durante o regime militar, levantaram suspeitas de que poderiam ter sido orquestradas para silenciar vozes de oposição.
A partir da exumação dos restos mortais de Jango, ex-presidente deposto pelo golpe de 1964, Verônica é compelida a revisitar o passado e os arquivos meticulosamente reunidos pelo Repórter. Essa jornada dolorosa a força a confrontar não apenas a história política do Brasil, mas também seu próprio papel e as consequências devastadoras da busca incessante pela verdade.
O que ela descobre é um cenário ainda mais complexo e sombrio: o Brasil já monitorava atividades de seus cidadãos no exterior, especialmente militantes e políticos considerados ameaças ao Regime Militar, muito antes da Operação Condor ser formalmente conhecida. Com o apoio irrestrito das forças de segurança, essa vigilância prévia teceu uma rede de intrigas e repressão que moldou o destino de uma nação.
Carlos Heitor Cony e Anna Lee constroem um romance-reportagem envolvente, onde a ficção se entrelaça com fatos históricos, expondo as engrenagens ocultas de um sistema que não hesitou em eliminar seus adversários. Uma leitura essencial para compreender as cicatrizes de um passado que ainda ecoa no presente.
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