
Em uma pequena cidade do interior argentino, três famílias são devastadas por uma tragédia que parece ter sido anunciada pelo vento seco e implacável da região. A narrativa acompanha as vidas de personagens marcados pela violência, pela pobreza e pela falta de perspectivas, onde o destino parece uma força inescapável. Com uma prosa poética e cortante, Selva Almada constrói um retrato cru e sensível de uma sociedade onde a masculinidade tóxica, a solidão e a opressão silenciosa moldam relações familiares e comunitárias. O vento que arrasa não é apenas um fenômeno climático, mas uma metáfora poderosa para as tempestades emocionais que varrem essas vidas, deixando à mostra as feridas mais profundas da alma humana.
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