'Uma sátira mordaz e atemporal sobre a paixão e a tolice humana.' - Crítica Literária Portuguesa
Em 'O Velho da Horta', Gil Vicente, o mestre do teatro português, nos transporta para o século XVI com uma farsa hilária e perspicaz. A peça narra a história de um homem rico e já idoso que, ao passear por sua horta, é subitamente arrebatado pela beleza de uma jovem. Consumido por uma paixão avassaladora, ele não hesita em gastar toda a sua fortuna na tentativa de conquistar o afeto da moça, utilizando os serviços de uma alcoviteira para intermediar seus desejos.
Com seu humor afiado e uma crítica social incisiva, Vicente expõe as fraquezas humanas, a vaidade e a hipocrisia da sociedade de sua época. A trama se desenrola em diálogos espirituosos e situações cômicas, culminando em um desfecho que, embora trágico para o velho, é moralmente justo e revelador. Uma obra atemporal que continua a divertir e a provocar reflexão sobre os caprichos do amor e as consequências da obsessão.
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