
por György Lukács
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Uma análise profunda e essencial sobre a gênese e o significado do romance histórico, que ressoa com a complexidade da história e da literatura. - Revista de Estudos Literários
Em "O Romance Histórico", György Lukács oferece uma análise profunda e seminal sobre a gênese e a evolução deste gênero literário. Escrito durante seu exílio na União Soviética, este estudo é uma peça fundamental para a compreensão da estética marxista e da teoria dos gêneros literários, traçando as raízes do romance histórico desde o romance social do século XVIII até as transformações na percepção da história impulsionadas pela Revolução Francesa e pelas campanhas napoleônicas.
Lukács argumenta que esses eventos históricos de grande escala inseriram a história de forma decisiva na vida dos indivíduos, moldando sua existência e visão de mundo. Para o autor, o romance histórico transcende a mera forma literária, servindo como um poderoso veículo para retratar a totalidade da história e a intrincada interação entre o espírito histórico e a grande literatura. Ele posiciona o gênero como uma variante essencial do romanesco mais amplo, com uma ancestralidade inegável na alta literatura burguesa.
Através desta obra, Lukács desenvolve sua influente teoria do realismo, concebendo-o não como uma escola literária restrita, mas como uma forma abrangente de reconstituir o ser humano em sua plenitude, tanto em sua dimensão interior quanto em suas complexas relações sócio-históricas. A obra de Walter Scott é destacada como o exemplo máximo dessa abordagem, sendo ele aclamado como o "grande poeta da História". O livro também serve como uma crítica sutil, mas incisiva, à arte de vanguarda e ao "realismo socialista" soviético, defendendo a vitalidade e a continuidade da tradição literária progressista burguesa.
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