
Uma análise perspicaz e fundamental sobre a construção da imagem brasileira no cinema global. – Revista de História
Em "O Rio de Janeiro que Hollywood inventou", Bianca Freire Medeiros desvenda a complexa e muitas vezes distorcida imagem do Brasil e, em particular, do Rio de Janeiro, construída pela indústria cinematográfica americana no século XX. A obra mergulha nas representações iniciais, marcadas por estereótipos e uma visão depreciativa da América Latina, onde o Rio era retratado como um lugar exótico e, por vezes, primitivo.
A autora explora como essa narrativa começou a se transformar com a Política da Boa Vizinhança, período em que Hollywood, sob influência do governo americano, passou a buscar uma imagem mais positiva e alinhada aos interesses diplomáticos. O livro analisa a figura icônica de Carmen Miranda como uma embaixatriz cultural e o impacto de filmes como "Voando para o Rio" na percepção mútua entre americanos e brasileiros.
Mais do que uma análise cinematográfica, Medeiros oferece um estudo cultural e histórico profundo sobre a construção de identidades nacionais através da mídia, revelando as tensões e negociações por trás das telas. É uma leitura essencial para entender como a sétima arte moldou e foi moldada pelas relações internacionais e pela visão do 'outro', desafiando o leitor a questionar as imagens que consumimos.
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