
Krasznahorkai em sua forma mais implacável e brilhante, uma alegoria sombria da decadência humana. - The Guardian
Após décadas de exílio na Argentina, o Barão Béla Wenckheim, um aristocrata húngaro arruinado por dívidas de jogo, decide retornar à sua cidade natal. Esta localidade, perdida no mapa e mergulhada em poeira, loucura e ressentimento, vê no retorno do Barão a figura de um salvador, alguém que, esperam, poderá trazer redenção e prosperidade a um lugar esquecido pelo tempo e pela sorte.
No entanto, o que os habitantes encontram é um homem cansado, que apenas deseja reencontrar um amor perdido da juventude. Em meio a uma galeria de personagens peculiares – vigaristas de toda sorte, uma gangue de motociclistas e um professor recluso que observa o colapso do mundo com uma mistura de ironia e terror –, a narrativa de Krasznahorkai se desenrola como uma alegoria extrema do fim das ilusões.
Considerado um desfecho magistral para o universo literário iniciado em "Sátántangó", este romance do autor vencedor do Nobel de Literatura de 2025 é uma obra-prima sombria e envolvente. Ele explora a decadência social e existencial, a esperança vã e a busca por significado em um mundo em ruínas, tudo isso com a prosa densa e hipnotizante que é a marca registrada de Krasznahorkai.
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