
Uma obra-prima experimental, Barthelme disseca a figura paterna com humor afiado e profundidade filosófica. – The New York Review of Books
“O Pai Morto”, de Donald Barthelme, é uma obra literária singular que mergulha nas complexidades da figura paterna. Publicado originalmente em 1975 e agora lançado no Brasil, este romance desafia convenções narrativas ao apresentar um protagonista colossal, um pai que é ao mesmo tempo mentor e castrador, poderoso e frágil. Sua morte libertina e desvairada não o impede de ser arrastado por um cabo, enquanto suas ordens e máximas são ignoradas pelo falatório incessante dos que o cercam.
Barthelme tece uma reflexão profunda e multifacetada sobre as relações entre pais e filhos, explorando a ambiguidade de sentimentos como amor, ressentimento, admiração e frustração. A narrativa, marcada por um humor inconfundível e uma mestria literária ousada, convida o leitor a uma jornada introspectiva sobre a herança emocional e psicológica que molda nossa identidade.
Este livro não é apenas uma história, mas uma experiência literária que questiona a autoridade, a memória e o legado. Com sua prosa inventiva e seu olhar perspicaz, Barthelme oferece um retrato inesquecível da paternidade em suas múltiplas representações, provocando o leitor a confrontar suas próprias percepções sobre essa figura tão central em nossas vidas.
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