
por Honoré de Balzac
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Uma análise implacável da sociedade e da alma humana, que permanece tão relevante hoje quanto em sua época. - Le Monde
“O Pai Goriot”, uma das obras-primas de Honoré de Balzac e peça central de “A Comédia Humana”, mergulha nas profundezas da sociedade parisiense do século XIX, revelando a ambição, a hipocrisia e a crueldade que permeiam as relações humanas. A trama se desenrola na pensão Vauquer, um microcosmo da sociedade, onde se cruzam os destinos de personagens inesquecíveis.
No centro da narrativa está Eugène de Rastignac, um jovem estudante de direito provinciano, ambicioso e idealista, que chega a Paris determinado a conquistar seu lugar na alta sociedade. Ele rapidamente aprende que o sucesso na capital exige sacrifícios morais e a adoção de uma visão cínica do mundo. Paralelamente, acompanhamos o trágico destino do velho Goriot, um ex-fabricante de massas que abdicou de toda a sua fortuna para satisfazer os caprichos de suas duas filhas ingratas, Delphine e Anastasie, que o desprezam e o abandonam à medida que ele empobrece.
Balzac tece uma crítica mordaz à sociedade da época, explorando temas como o poder do dinheiro, a ascensão social a qualquer custo, a desintegração dos laços familiares e a corrupção dos valores. A obra é um retrato vívido e implacável da Paris pós-revolucionária, onde a busca por status e riqueza dita as regras, e a inocência é rapidamente corroída pela realidade. Uma leitura essencial para compreender a complexidade da natureza humana e as engrenagens sociais.
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