
Uma obra-prima da literatura brasileira contemporânea, que aborda o luto com uma honestidade dilacerante e uma beleza rara. - Folha de S.Paulo
“O pai da menina morta” é um mergulho visceral na psique de um pai que enfrenta o luto avassalador pela perda de sua filha. Tiago Ferro constrói uma narrativa fragmentada e profundamente íntima, onde a dor se manifesta em cada detalhe do cotidiano, desde a lembrança de um osso quebrado até a observação de um machucado insignificante.
Com uma prosa que transita entre o poético e o brutalmente honesto, o autor explora a complexidade do sofrimento, a memória e a busca por sentido em um mundo que perdeu sua principal referência. O protagonista, um homem comum, revela suas fragilidades e obsessões, confrontando a inevitabilidade da morte e a forma como ela redefine a existência.
Este romance não é apenas sobre a morte de uma criança, mas sobre a morte de uma parte de si mesmo, a reconstrução da identidade e a persistência da vida, mesmo diante da mais profunda melancolia. Uma obra tocante que convida o leitor a refletir sobre a finitude, o amor e a resiliência humana.
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