
Uma análise histórica rigorosa e reveladora sobre as complexas dinâmicas sociais do Brasil colonial. - Revista Brasileira de História
Em "O Nome e o Sangue", o renomado historiador Evaldo Cabral de Mello desvenda as intrincadas teias de discriminação que moldaram o Pernambuco colonial entre os séculos XVI e XVIII. Numa sociedade onde a "pureza de sangue" era a chave para o poder e o prestígio, descendentes de judeus, africanos, indígenas e mouros eram sistematicamente excluídos de cargos públicos, carreiras eclesiásticas e honrarias da Coroa.
A obra mergulha na fascinante reconstituição das manobras e segredos que envolveram o processo de habilitação de Felipe Pais Barreto, um influente membro da elite pernambucana e cavaleiro da Ordem de Cristo. Mello revela a presença oculta de linhagens judaicas em famílias proeminentes da Nova Lusitânia, expondo como a genealogia era uma ferramenta de dominação social, capaz de classificar ou desclassificar indivíduos e suas parentelas.
Este estudo meticuloso oferece um olhar profundo sobre as divisões étnicas, sociais e religiosas entre cristãos-velhos e cristãos-novos, e como essas tensões fundamentaram a estrutura de poder da época. Uma leitura essencial para compreender as raízes históricas da sociedade brasileira e as complexas relações de honra e preconceito que perduraram por séculos.
Faça login para compartilhar sua opinião com a comunidade
Seja o primeiro a avaliar este livro