
por Thomas Bernhard
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Uma obra-prima da literatura contemporânea, um mergulho implacável na psique humana. - Publishers Weekly
Em "O Náufrago", Thomas Bernhard nos imerge na mente atormentada de um pianista que, ao lado de seu amigo Wertheimer, teve sua vida irremediavelmente alterada pelo gênio avassalador de Glenn Gould. A narrativa se desenrola 28 anos após o encontro fatídico no Mozarteum de Salzburgo, quando a performance das Variações Goldberg por Gould revelou a eles a impossibilidade de alcançar tal maestria, plantando a semente da autodestruição.
O protagonista, o último sobrevivente do trio, retorna à Áustria para o funeral de Wertheimer, que se enforcou na Suíça. Através de uma rememoração obsessiva e implacável, ele revisita os momentos cruciais que levaram à derrocada de seu amigo, o "náufrago" do título, e à sua própria existência marcada pela sombra da genialidade alheia.
Bernhard constrói um monólogo febril sobre a inveja, a mediocridade percebida e a busca por significado em um mundo onde a comparação pode ser aniquiladora. É uma profunda meditação sobre a identidade, a amizade e a inevitabilidade da morte, explorando as complexas relações entre arte, talento e a fragilidade da psique humana. Uma obra-prima que questiona o preço da excelência e o peso da própria existência.
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