
Uma sátira genial e atemporal que desmascara as hipocrisias sociais com um humor afiado e surreal.
Em uma São Petersburgo burocrática e fria, o barbeiro Ivan Iákolevitch tem uma manhã inusitada ao encontrar um nariz dentro de um pão recém-assado. Para seu espanto, o nariz pertence ao seu cliente, o assessor colegial Kovaliov, que, ao acordar, descobre a ausência de seu próprio apêndice nasal, deixando seu rosto liso e desprovido.
O que se segue é uma jornada hilária e absurda de Kovaliov em busca de seu nariz, que, para seu horror e indignação, passa a ter vida própria, vestindo-se com uniformes de alto escalão e circulando pela cidade com uma postura de superioridade. A busca desesperada de Kovaliov por seu nariz perdido se transforma em uma crítica mordaz à sociedade russa do século XIX, onde a aparência e o status social ditavam o valor de um indivíduo.
Publicado em 1836, "O Nariz" é um conto magistral de Nikolai Gógol que combina elementos de comédia, fantástico e grotesco para tecer uma sátira afiada à burocracia, à vaidade e às hierarquias sociais. Através do insólito desaparecimento de um nariz, Gógol expõe as fragilidades e hipocrisias de uma sociedade obcecada por títulos e aparências, onde um simples órgão pode ter mais prestígio que seu próprio dono. Uma obra atemporal que continua a provocar risos e reflexões sobre a natureza humana e as convenções sociais.
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