
Uma jornada literária profunda e comovente que explora as fronteiras da mente humana e a busca por sentido na adversidade. - O Estado de S. Paulo
“O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” mergulha na mente atormentada de um homem que, após uma perda devastadora, se vê à beira da loucura. Abandonado à própria sorte, ele perambula pelas ruas, um mendigo molambento, buscando um sentido para sua existência fragmentada. Sua única bússola em meio ao caos é a memória prodigiosa dos adágios de Erasmo de Rotterdam, que ecoam em sua mente como fragmentos de sabedoria em um mundo insensato.
A narrativa é uma profunda exploração da dor, da memória e da busca incessante por redenção. O protagonista, um “zumbi por obra do acaso”, confronta a incompletude de sua própria tragédia, recusando-se a perdoar o ato que o deixou “moribundo à beira da vida”. Através de um fluxo de consciência pungente, o leitor é convidado a testemunhar a luta interna de um espírito dilacerado, que encontra na erudição clássica um refúgio e, talvez, um caminho para a sanidade.
Este romance psicológico de Evandro Affonso Ferreira é uma obra que desafia e comove, convidando à reflexão sobre a resiliência humana diante do desespero. É uma ode à capacidade da mente de encontrar beleza e significado mesmo nas circunstâncias mais sombrias, questionando os limites entre a razão e a loucura.
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