
por Yukio Mishima
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Um estudo psicológico brutal e inesquecível sobre a perda da inocência e a fragilidade dos ideais humanos.
Em "O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar", Yukio Mishima nos transporta para a Tóquio pós-guerra, onde o jovem Noboru, de treze anos, nutre uma admiração quase religiosa pelos marinheiros, símbolos de uma liberdade e aventura que ele anseia. Sua vida, e a de sua mãe viúva, Fusako, toma um novo rumo com a chegada de Ryuji, um oficial da marinha mercante que Noboru inicialmente vê como a personificação de seus ideais heroicos.
Contudo, a decisão de Ryuji de abandonar o mar para se casar com Fusako e abraçar uma vida doméstica comum desencadeia uma profunda desilusão em Noboru. Para o garoto e seu círculo de amigos niilistas, essa escolha representa uma traição imperdoável aos princípios de masculinidade e glória que eles esperavam de um verdadeiro herói. A pureza do idealismo juvenil colide violentamente com a prosaica realidade da vida adulta.
Mishima explora com maestria a complexidade da psique humana, a perda da inocência e o conflito entre a tradição e a modernidade. A narrativa é um mergulho sombrio e lírico nas profundezas da moralidade e da identidade, culminando em um desfecho chocante que questiona os limites da crueldade e da busca por um sentido em um mundo em desordem. Uma obra-prima perturbadora e inesquecível.
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