
Uma sátira brilhante e atemporal sobre a moralidade e a busca incessante por riqueza. - Jornal de Notícias
Em "O Mandarim", Eça de Queirós nos apresenta Teodoro, um humilde amanuense do Ministério do Reino, cuja vida pacata e rotineira é virada de cabeça para baixo por uma proposta inusitada. Ele descobre que, ao tocar um sino mágico, um mandarim desconhecido na China morrerá, e Teodoro herdará uma fortuna incalculável. Seduzido pela promessa de riqueza, ele cede à tentação e aciona o sino, mergulhando em um mundo de opulência e prazeres.
Contudo, a recém-adquirida fortuna vem acompanhada de um peso insuportável: a culpa. A consciência de ter tirado uma vida, mesmo que distante e anônima, atormenta Teodoro, transformando seu luxo em tormento. Ele decide, então, embarcar em uma jornada épica e quixotesca pela China, determinado a encontrar a família do mandarim falecido e, de alguma forma, expiar seu pecado.
Esta obra-prima da literatura portuguesa é uma sátira mordaz sobre a moralidade, a ambição e a superficialidade da sociedade burguesa do século XIX. Eça de Queirós, com seu estilo irônico e perspicaz, convida o leitor a refletir sobre o verdadeiro custo da riqueza e os limites da consciência humana, questionando se a felicidade pode ser construída sobre a desgraça alheia. Uma aventura filosófica que permanece incrivelmente relevante.
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