
Uma análise atemporal e perturbadora da condição humana, que continua a ressoar com a complexidade da vida moderna. - The Guardian
Obra seminal de Sigmund Freud, escrita às vésperas da Grande Depressão e publicada em 1930, "O Mal-estar na Civilização" oferece uma investigação profunda e provocadora sobre as raízes da infelicidade humana e o conflito inerente entre o indivíduo e a sociedade. Freud explora como a civilização, ao mesmo tempo que nos protege e organiza, exige a repressão e sublimação de nossos instintos mais primários, especialmente os sexuais e agressivos.
Nesta análise perspicaz, o pai da psicanálise desvenda a tensão constante entre as pulsões individuais e as demandas culturais, argumentando que o "mal-estar" é um preço inevitável pela vida em comunidade. Ele examina como a cultura molda a psique humana, canalizando energias instintivas para o trabalho e a criação, mas também gerando neuroses e insatisfações.
A obra é um clássico da antropologia e da sociologia, e, como Peter Gay observou, constitui uma "teoria psicanalítica da política". Freud nos convida a refletir sobre a complexa relação entre liberdade pessoal e segurança social, e as consequências psicológicas de nossa busca por ordem e progresso. Uma leitura essencial para compreender a condição humana e os dilemas da vida civilizada.
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