
Uma análise brilhante e subversiva que redefine a leitura de Hegel e Lacan, revelando as raízes filosóficas de nossa realidade política e psíquica. — Le Monde Diplomatique
Em "O Mais Sublime dos Histéricos: Hegel com Lacan", Slavoj Žižek, um dos mais provocadores pensadores contemporâneos, mergulha nas complexas intersecções entre a filosofia dialética de Hegel e a psicanálise de Jacques Lacan. A obra desafia interpretações convencionais, revelando como a lógica hegeliana pode ser fundamental para desvendar os impasses do sujeito lacaniano e, por extensão, as estruturas da ideologia e do totalitarismo.
Žižek explora conceitos como a verdade da teleologia hegeliana, a superação da "coisa-em-si" kantiana e a natureza separadora do saber absoluto, sempre sob a ótica da teoria lacaniana do significante. Ele argumenta que Lacan, longe de ser pós-estruturalista, é profundamente hegeliano em sua compreensão da subjetividade e da contingência.
O livro prossegue com uma análise incisiva dos "impasses pós-hegelianos", examinando a relação entre Marx e Freud na invenção do sintoma, a ideologia entre o sonho e a fantasia, e as raízes psicanalíticas e filosóficas do totalitarismo. Žižek desvenda a obscenidade da forma e a escolha forçada que permeiam as estruturas de poder, culminando em uma reflexão sobre a "segunda morte" e a não-existência do "Povo". Uma leitura essencial para quem busca compreender as dinâmicas ocultas da cultura e da política contemporâneas através de lentes filosóficas e psicanalíticas.
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