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Uma janela incomparável para a alma do Antigo Egito e suas profundas reflexões sobre a vida e a morte. - The Times Literary Supplement
“O Livro dos Mortos do Antigo Egito”, na aclamada tradução de E. A. Wallis Budge, é uma obra monumental que desvenda os mistérios da vida após a morte para os antigos egípcios. Este compêndio fascinante não é um livro no sentido moderno, mas uma coleção de feitiços, orações, hinos e rituais funerários que serviam como um guia essencial para os falecidos em sua jornada pelo Duat, o submundo.
A obra oferece um vislumbre profundo das crenças religiosas e cosmológicas de uma das civilizações mais enigmáticas da história. Cada capítulo, ou “capítulo do sair à luz do dia”, era cuidadosamente selecionado e inscrito em papiros, sarcófagos e paredes de tumbas, com o objetivo de proteger o espírito do morto, conceder-lhe poder sobre demônios e obstáculos, e assegurar sua passagem segura para os Campos de Aaru, o paraíso egípcio.
Budge, um dos mais renomados egiptólogos, dedicou sua vida a decifrar e tornar acessíveis esses textos milenares. Sua tradução é um testemunho da riqueza espiritual e da complexidade do pensamento egípcio sobre a imortalidade, a justiça divina e a transformação da alma. É uma leitura indispensável para qualquer pessoa interessada em história antiga, religião comparada e a busca humana por significado além da vida terrena.
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