
Uma narrativa pungente e lírica que ilumina a vida em tempos de guerra com uma sensibilidade rara. - Publishers Weekly
Em 1942, na pequena e rural Tora e Piccilli, Itália, conhecemos o jovem narrador, filho de Tommaso Raffaele Fortunato Buonasorte, um homem simples, apanhador de cogumelos e criador de porcos, filiado ao Partido Fascista. Apelidado de "o guardador dos porcos", o protagonista reflete sobre a vida humilde e as duras realidades de seu tempo, contrastando a sabedoria prática de seu pai com sua própria curiosidade sobre o mundo além dos limites da aldeia.
Apesar do sobrenome "Buonasorte" (Boa Sorte), a história da família é marcada por tragédias e ironias, desde os avós mortos em uma explosão até a perna "azarada" do próprio narrador. Em meio à simplicidade da vida no campo e à sombra da Segunda Guerra Mundial, o jovem busca compreender seu lugar no mundo, questionando as verdades transmitidas e as limitações impostas pela tradição e pelo contexto histórico.
"O Ladrão de Cadernos" é uma jornada introspectiva e comovente, onde a inocência da juventude se choca com a complexidade da vida adulta e os ecos de um período turbulento. Uma narrativa rica em detalhes e sensibilidade, que explora a memória, a identidade e a busca por significado em um cenário de profundas transformações.
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