
por Julio Cortázar
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Um romance que se lê como um jogo, e se vive como uma revolução. - Mario Vargas Llosa
“O Jogo da Amarelinha” é a obra-prima de Julio Cortázar, um romance que desafia as convenções narrativas e convida o leitor a uma experiência literária única. A história central acompanha Horacio Oliveira, um intelectual argentino exilado em Paris, e seu complexo relacionamento com Lucía, a enigmática "La Maga". Entre cafés, jazz e discussões filosóficas, eles buscam um sentido para a existência em meio à boemia da capital francesa.
A genialidade do livro reside em sua estrutura inovadora: Cortázar oferece dois caminhos de leitura. O primeiro, linear, termina no capítulo 56, proporcionando uma narrativa mais tradicional. O segundo, um "tabuleiro de leitura", propõe uma jornada não-linear através de capítulos intercalados, incluindo trechos de um diário, recortes de jornal e reflexões diversas, que aprofundam a experiência e convidam à coautoria da obra.
Mais do que uma história de amor e desencontros, "O Jogo da Amarelinha" é uma profunda meditação sobre a identidade, a liberdade e a busca incessante por um "Centro" ou "Céu" que dê significado à vida. É um convite à reflexão sobre a própria natureza da leitura e da existência, um labirinto de ideias e emoções que permanece relevante e provocador, marcando um ponto de virada na literatura latino-americana.
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