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Dostoiévski, em seu auge, nos entrega um herói inesquecível e uma crítica social pungente. – The Guardian
“O Idiota” é uma das obras mais aclamadas de Fiódor Dostoiévski, um mergulho profundo na alma humana e na sociedade russa do século XIX. A narrativa acompanha o Príncipe Liev Nikoláievitch Míchkin, um homem de rara pureza e bondade, que retorna à Rússia após anos em um sanatório na Suíça, tratando de sua epilepsia. Dotado de uma inocência quase infantil e uma sinceridade inabalável, Míchkin é o epítome do "homem positivamente belo", um ideal cristão de generosidade e compaixão.
Ao se inserir na efervescente e muitas vezes cruel sociedade de São Petersburgo, o príncipe se depara com um mundo movido por intrigas, paixões desenfreadas, ganância e busca incessante por status. Sua candura e sua visão de mundo, desprovidas de malícia, o tornam um estranho, um "idiota" aos olhos de muitos, que não conseguem compreender seu altruísmo. Ele se vê enredado em um complexo triângulo amoroso com a bela e atormentada Nastássia Filíppovna e a orgulhosa Aglaia Ivanovna, revelando as profundezas da alma humana e os dilemas morais.
Dostoiévski explora magistralmente a colisão entre a bondade absoluta e a corrupção social, questionando a viabilidade da virtude em um mundo cínico. Através das desventuras de Míchkin, o autor tece uma crítica mordaz à hipocrisia e à superficialidade, enquanto investiga temas como fé, redenção, loucura e a busca por um sentido em meio ao caos existencial. Uma obra-prima que desafia o leitor a refletir sobre a natureza da bondade e o preço da inocência.
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