
Uma sátira brilhante sobre a hipocrisia social e a arte da dissimulação. – Crítica Literária Brasileira
“O Homem que Sabia Javanês” é um conto satírico e perspicaz de Lima Barreto que mergulha nas ironias da sociedade brasileira do início do século XX. A narrativa é apresentada por Machado, um homem desempregado e astuto que, em uma confeitaria, relata a seu amigo Castro como sua vida tomou um rumo inesperado e hilário.
Desesperado por uma oportunidade, Machado depara-se com um anúncio inusitado: a busca por um professor de javanês. Sem saber uma única palavra do idioma, mas com uma inteligência afiada e um dom para a improvisação, ele decide arriscar. Após uma breve pesquisa na Biblioteca Nacional, ele se apresenta ao Barão de Jacuecanga, um homem excêntrico que acredita que um antigo livro em javanês possui poderes místicos de prosperidade e felicidade.
A trama se desenrola com Machado interpretando o papel de um erudito, decifrando o “javanês” com base em sua sagacidade e na credulidade do Barão. O conto é uma crítica mordaz à hipocrisia social, à valorização das aparências e à facilidade com que a elite pode ser enganada por charlatões bem-intencionados. Uma obra-prima da literatura brasileira que, com humor e ironia, expõe as fragilidades e os absurdos de uma sociedade em transformação.
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