
Uma obra-prima visceral que expõe as feridas abertas da alma humana em um Brasil profundo. - Crítica Literária Brasileira
Em "O Galinheiro", Amaurício Lopes nos imerge na vida árida e desafiadora de Maria Neide da Silva, uma mulher que vê sua própria existência murchar como as plantas de seu quintal. Seis meses de dor e desespero transformaram um lar outrora vibrante em um reflexo de sua alma exaurida, onde a esperança parece ser um luxo inatingível.
A narrativa, que não hesita em abordar temas como violência, assassinato e sequestro, começa com um incidente aparentemente trivial – um pote de feijão fora do lugar – que se torna o estopim para a fúria e a indignação acumuladas de Maria Neide. Sua jornada é um grito silencioso contra as adversidades, uma luta diária para manter a dignidade em meio à desolação.
Lopes constrói um retrato visceral do cotidiano, onde a resiliência humana é testada ao limite. Acompanhe Maria Neide enquanto ela confronta as duras realidades de sua vida e as complexas relações familiares, em uma história que promete prender o leitor do início ao fim com sua crueza e profundidade emocional.
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