
por Patricia Posner
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Uma investigação implacável e essencial sobre a face oculta da crueldade humana e a cumplicidade corporativa no Holocausto.
Em "O Farmacêutico de Auschwitz", Patricia Posner desvenda uma das páginas mais sombrias da história da Segunda Guerra Mundial, expondo a chocante cumplicidade entre a indústria farmacêutica alemã e o regime nazista. A obra mergulha na trajetória de Victor Capesius, um farmacêutico que, de uma vida comum, ascendeu a uma posição de poder e riqueza inimagináveis dentro do campo de concentração de Auschwitz, beneficiando-se diretamente do roubo de bens dos prisioneiros, incluindo o ouro extraído dos dentes das vítimas.
Mais do que a figura de Capesius, o livro revela como gigantes da indústria química e farmacêutica, como a I.G. Farben (que incluía a Bayer), não só apoiaram financeiramente o Terceiro Reich, mas também lucraram obscenamente com o Holocausto. Essas empresas forneceram o gás Zyklon B para as câmaras de extermínio e utilizaram prisioneiros como cobaias humanas em experimentos brutais para desenvolver novos medicamentos, muitos dos quais ainda são usados hoje.
Esta é uma investigação meticulosa que confronta a "banalidade do mal" e a negação pós-guerra, onde muitos perpetradores alegaram ignorância ou falta de poder. Posner, com base em documentos históricos e testemunhos, traça um panorama perturbador da ganância corporativa e da desumanização que permitiram atrocidades em massa, lembrando-nos da importância de nunca esquecer os crimes do Holocausto. Uma leitura essencial para entender as complexas camadas de responsabilidade e a busca incansável por justiça.
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