
Uma obra-prima da introspecção psicológica que define um arquétipo literário eterno. - The Moscow Times
Publicado em 1850, "O Diário de um Homem Supérfluo" de Ivan Turguêniev é uma obra seminal que cunhou o termo "homem supérfluo" (lichnii), um arquétipo central na grande prosa russa do século XIX. Esta novela, apresentada na forma de um diário íntimo, mergulha nas profundezas da alma de um jovem à beira da morte, oferecendo uma janela para suas últimas reflexões.
À medida que a vida se esvai, o protagonista revisita sua existência, marcada por uma paixão infeliz por Liza, a filha de um proprietário de terras, e um profundo sentimento de desajuste com o mundo ao seu redor. Suas confissões revelam a angústia de uma geração que cresceu sob o regime repressivo do czar Nicolau I, sentindo-se deslocada e sem propósito.
Turguêniev, com sua notável capacidade de captar as forças sociais e psicológicas de sua época, constrói um retrato pungente da inação e da melancolia. Através de uma prosa introspectiva e envolvente, o leitor é convidado a testemunhar a luta interna de um homem que, apesar de sua inteligência e sensibilidade, se vê incapaz de encontrar seu lugar na sociedade, tornando-se um símbolo eterno da alienação e da busca por significado. Uma leitura essencial para os amantes da literatura russa e da exploração da condição humana.
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