
Um testemunho vital e perturbador sobre a injustiça e a resiliência humana. Essencial para entender os horrores de Guantánamo. - The Guardian
“O Diário de Guantánamo” é o impactante testemunho de Mohamedou Ould Slahi, um homem mauritano que passou catorze anos detido sem acusação formal na infame prisão de Guantánamo, em Cuba. Capturado em 2001, Slahi foi submetido a interrogatórios brutais e tortura, acusado de envolvimento com o terrorismo, embora nunca tenha sido formalmente indiciado.
Escrito à mão durante seu cativeiro, este diário revela a chocante realidade de sua detenção, desde as primeiras prisões no Senegal e na Mauritânia, passando pela Jordânia, até o isolamento e a desumanização em Guantánamo. Com uma clareza surpreendente e uma voz inabalável, Slahi narra os detalhes de sua vida na prisão, os métodos de interrogatório, a luta por sua dignidade e a esperança que o manteve vivo.
Mais do que um relato de sofrimento, a obra é um poderoso documento sobre a resiliência do espírito humano diante da injustiça sistêmica. É um apelo à verdade e à justiça, oferecendo uma perspectiva íntima e perturbadora sobre um dos capítulos mais controversos da história recente dos Estados Unidos e da guerra ao terror. Uma leitura essencial para compreender as complexidades da liberdade, da lei e da condição humana em tempos de crise.
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