
Uma meditação profunda e original sobre identidade e a complexidade do corpo. – El País
“O corpo em que nasci” é uma obra profundamente introspectiva de Guadalupe Nettel, que mergulha na infância de uma menina marcada por uma deficiência ocular. Nascida com uma mancha na córnea, a protagonista percebe o mundo e a si mesma através de uma lente distorcida, onde a imperfeição física se torna um espelho para sua percepção da realidade e dos outros.
Narrado como um solilóquio no divã de uma psicanalista, o romance é um delicado e desconcertante “bildungsroman” que explora a formação da identidade em meio a um ambiente progressista no México e a experiência de ser estrangeira na França. A autora tece suas memórias mais íntimas com uma prosa natural e investigativa, afastando-se da catarse para se aproximar de uma exploração visceral do corpo como território existencial.
Este livro é uma jornada de autodescoberta e reconciliação, onde a protagonista confronta a estranheza de seu próprio corpo e a forma como ele molda sua existência no mundo. Nettel convida o leitor a uma reflexão sobre a beleza da imperfeição e a complexidade da condição humana, em uma narrativa que ressoa com a busca universal por aceitação e pertencimento.
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