
Uma sátira brilhante e provocadora que nos faz rir e refletir sobre os absurdos da nossa própria sociedade. – Crítica Literária
Em um país mergulhado na desconfiança e no medo, onde a insegurança e a desilusão política corroem a alma coletiva, surge a figura enigmática de um carteirista. Ele não é um criminoso comum, mas um observador astuto da sociedade, que se recusa a aceitar a apatia generalizada. Cansado de uma nação que trocou a revolução pela revolta silenciosa e o debate pelo bocejo, ele decide rebelar-se de uma forma inusitada: através do riso.
Sua gargalhada impiedosa ecoa, chocando um país ordeiro, viciado em novelas e aterrorizado pela inflação. A reação é drástica: um estado de sítio é proclamado, o governo se exila e a população se refugia em casa. Mas o carteirista, em um ato de desafio final, foge para o céu, encontrando refúgio em uma nuvem entre o nascer do Sol e a Estrela Polar.
Até hoje, há quem jure ouvir o estrondo de canhões, enquanto outros afirmam ser apenas o riso trocista do carteirista, zombando de um país hesitante entre a ficção televisiva e a paixão futebolística. Uma sátira mordaz sobre a sociedade contemporânea, a política e a busca por liberdade em meio à conformidade.
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