
Uma obra-prima da ficção histórica portuguesa, que ilumina a complexidade da alma humana em tempos de guerra. - Público
Em "O Capitão Passanha", Mário de Carvalho transporta o leitor para o turbulento Portugal do século XIX, dilacerado pelas Invasões Francesas. Acompanhamos as desventuras de um oficial português, o Capitão Passanha, um homem comum lançado no epicentro de um conflito que redefine fronteiras e destinos. Entre batalhas sangrentas, fugas desesperadas e encontros inesperados, Passanha luta não apenas pela sobrevivência física, mas também para manter a sua dignidade e sanidade em um mundo virado do avesso.
A narrativa, rica em detalhes históricos e com um toque de humor negro, explora a fragilidade da condição humana perante a brutalidade da guerra. Passanha é um anti-herói cativante, cujas experiências refletem a complexidade moral e os dilemas existenciais de um período de profunda crise. A obra é um retrato vívido de uma época, mas também uma reflexão atemporal sobre o absurdo da violência e a resiliência do espírito humano.
Mário de Carvalho tece uma tapeçaria literária onde o heroísmo e a covardia se entrelaçam, e a busca por um sentido em meio ao caos se torna a verdadeira jornada. Uma leitura essencial para quem busca uma ficção histórica que transcende o mero relato de fatos, mergulhando nas profundezas da alma humana.
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