
Um relato corajoso e indispensável sobre os anos de chumbo, com a assinatura inconfundível de Carlos Heitor Cony. - O Estado de S. Paulo
Em "O Ato e o Fato", Carlos Heitor Cony, um dos maiores nomes da literatura e do jornalismo brasileiro, nos transporta para o turbulento ano de 1964, revivendo os dias que antecederam e sucederam o Golpe Militar. Com a acuidade de um observador perspicaz e a coragem de um cidadão engajado, Cony narra os acontecimentos que mergulharam o Brasil em um período sombrio de sua história.
A obra é um registro visceral da fúria e do som dos primeiros momentos da ditadura, capturando a atmosfera de incerteza e repressão. Cony, inicialmente apolítico, viu-se impelido a uma campanha solitária e destemida no jornal Correio da Manhã, denunciando o arbítrio e a perseguição a amigos e colegas. Sua pena afiada e sua voz corajosa o colocaram na mira do regime, enfrentando ameaças e processos, inclusive do ministro do Exército, Costa e Silva.
Mais do que um relato histórico, "O Ato e o Fato" é um testemunho pessoal e uma reflexão profunda sobre a liberdade, a censura e o papel da imprensa em tempos de crise. É um convite à memória e à compreensão de um período que moldou o Brasil, narrado por quem viveu e resistiu, oferecendo uma perspectiva íntima e poderosa sobre as angústias de uma geração.
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