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Uma obra-prima da filosofia contemporânea, que desestabiliza o pensamento e abre novos horizontes para a compreensão do desejo e da sociedade. - Le Monde
“O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia” é uma obra monumental de Gilles Deleuze e Félix Guattari que revolucionou o pensamento filosófico e psicanalítico do século XX. Publicado em 1972, este livro audacioso desafia as estruturas tradicionais da psicanálise freudiana e do marxismo, propondo uma nova compreensão do desejo, da sociedade e da loucura.
Os autores introduzem conceitos radicais como as “máquinas desejantes” e o “corpo sem órgãos”, argumentando que o desejo não é uma falta, mas uma força produtiva e incessante. Eles desconstroem o complexo de Édipo como um mecanismo de repressão social e familiar, e analisam como o capitalismo, em sua incessante busca por desterritorialização e reterritorialização, molda e controla o desejo.
Através da “esquizanálise”, Deleuze e Guattari oferecem uma crítica contundente às instituições psiquiátricas e sociais, defendendo uma libertação do desejo e uma compreensão da esquizofrenia não como doença, mas como uma forma de resistência radical. Esta obra é um convite à subversão do pensamento convencional, explorando as conexões intrínsecas entre a psique individual e as grandes estruturas sociais e econômicas.
Um texto denso e provocador, “O Anti-Édipo” é essencial para quem busca mergulhar nas profundezas da filosofia contemporânea, da teoria crítica e da psicanálise heterodoxa. Uma leitura desafiadora que promete transformar sua percepção sobre a realidade, o poder e a liberdade.
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