
Uma reflexão urgente e necessária sobre a nossa relação com o planeta e o futuro da humanidade. - Revista Piauí
Em "O amanhã não está à venda", Ailton Krenak, uma das vozes mais potentes do pensamento indígena e ambientalista brasileiro, nos convida a uma profunda reflexão sobre a crise civilizatória que enfrentamos. Escrito durante o período de isolamento da pandemia, o livro emerge das vivências do autor em sua aldeia Krenak, no médio rio Doce, um território que já carregava o luto pela devastação ambiental.
Krenak tece uma crítica contundente à lógica predatória que nos desconectou da natureza e uns dos outros. Ele questiona a ideia de que "o mundo não pode parar", confrontando-a com a realidade de um planeta exaurido e a iminência de uma catástrofe. A obra aborda temas como a resiliência dos povos originários, a necropolítica que naturaliza a miséria e a urgência de repensarmos nosso papel como humanidade.
Mais do que um lamento, este livro é um chamado à ação e à reconexão. Krenak nos desafia a enxergar a interdependência entre todas as formas de vida e a buscar um novo pacto com a Terra, onde a vida não seja uma mercadoria e o futuro não esteja à venda. Uma leitura essencial para quem busca compreender os desafios do nosso tempo e encontrar caminhos para um amanhã mais justo e sustentável.
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