
"Uma obra-prima de inteligência e acidez, que desnuda o Brasil e a alma de um de seus maiores críticos." - Folha de S.Paulo
Em "O Afeto que se Encerra", Paulo Francis, um dos mais incisivos e polêmicos jornalistas brasileiros, entrega um ajuste de contas franco e vigoroso com sua própria trajetória, com o Rio de Janeiro que o formou e com o Brasil que ele tanto observou e criticou. Publicado em 1980, quando o autor completava 50 anos, este livro transcende a mera autobiografia, oferecendo uma reflexão profunda e por vezes mordaz sobre a infância e adolescência em Copacabana, desmistificando lendas e revelando uma realidade mais complexa.
Francis nos leva por suas descobertas, como a impactante excursão ao Norte/Nordeste em 1951, que lhe abriu os olhos para as profundas desigualdades do país e solidificou sua postura crítica. Com uma prosa que flui como um "solo de jazz", alternando memórias, análises políticas e propostas, o autor expõe sua desilusão com as elites brasileiras, tanto públicas quanto privadas, e a ausência de um projeto consistente para a nação.
Longe do saudosismo ou da autopiedade, "O Afeto que se Encerra" é um convite à reflexão sobre a identidade brasileira e a evolução de um pensamento crítico. Francis, com seu humor peculiar e afiado, distribui sarcasmo e ironia, mas também revela uma busca incessante por liberdade intelectual e uma disposição contínua para aprender. Uma obra essencial para compreender o Brasil através do olhar de um de seus mais brilhantes e controversos intelectuais.
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