
Uma história envolvente que explora a complexidade da vingança e do arrependimento em um cenário histórico fascinante.
Em "No Tempo das Cerejas", somos transportados para o Estoril de 1956, um cenário pós-Segunda Guerra Mundial que, para o protagonista, já respira a melancolia de um tempo áureo em decadência. Sentado à esplanada do luxuoso Estoril Palácio Hotel, um novelista em busca de sua "obra-prima" se vê diante de uma mulher enigmática. Ela, ora arrependida, ora exultante, confessa uma vingança que o narrador se esforça para decifrar, mergulhando-o em um turbilhão de emoções e questionamentos.
A narrativa de Célia Correia Loureiro explora as complexidades da alma humana, desvendando os recantos da memória e as consequências de escolhas passadas. Entre reflexões sobre a vida, a arte e a sociedade, o livro tece uma trama rica em suspense psicológico e drama, onde segredos e paixões moldaram destinos. A história é um convite à introspecção sobre a natureza da justiça, do perdão e da inevitável passagem do tempo, em um período de grandes transformações sociais e pessoais.
Com uma prosa envolvente e um pano de fundo histórico detalhado, a autora constrói um universo onde o passado e o presente se entrelaçam, revelando as camadas ocultas de personagens marcantes. Uma leitura cativante que questiona o que realmente importa quando a vida se aproxima do seu epílogo, e como as ações de outrora reverberam no presente.
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