
Uma obra-prima enigmática e perturbadora que redefine a prosa latino-americana. - Crítica Literária
Em meio ao calor sufocante dos pampas argentinos e sob a sombra opressora de um regime militar, uma série de assassinatos brutais de cavalos abala a tranquilidade de uma pequena comunidade. Sem motivo aparente, os animais são encontrados mortos, vítimas de tiros à queima-roupa, instaurando um clima de mistério e tensão que permeia o cotidiano dos moradores.
Juan José Saer, um dos maiores prosadores da literatura contemporânea, mergulha na psique desses personagens, observando suas reações e a banalidade de suas vidas com a minúcia de um cientista. A narrativa, que flerta com o romance policial, transcende o gênero para se tornar uma profunda reflexão sobre o mal-estar do homem no mundo e a natureza enigmática da existência.
Com um estilo sem concessões, ao mesmo tempo violento e contido, Saer constrói uma obra-prima que desafia as fórmulas conhecidas da prosa latino-americana. "Ninguém nada nunca" é um relato original, enigmático e perturbador, que revela a maestria de um autor que explora as profundezas da condição humana em um cenário de mistério e opressão.
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