
Uma alegoria pungente sobre a condição humana e a superação de preconceitos. – Revista Ler
Em finais do século XIX, num Brasil pós-abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga, lançando um grupo díspar de sobreviventes à mercê de uma praia intermitente que desaparece com a maré. Entre eles, um capataz, um escravo, um humilde criado, um padre, um estudante, uma fidalga com sua filha e um menino negro, todos eles vencedores na morte, mas perdedores na vida, confrontam-se com a implacável natureza e, mais ainda, com seus próprios fantasmas e preconceitos.
Longe da civilização, cercados por penhascos e pelo infinito oceano, os náufragos descobrem que o verdadeiro desafio não é apenas a sobrevivência física, mas a superação das barreiras sociais, raciais, de gênero e de credo que os separam. A cada maré, a praia se torna um microcosmo de uma sociedade em colapso, onde as hierarquias se desfazem e a humanidade é posta à prova.
Para resistir, eles terão de se transformar, forjando uma nova identidade coletiva, um "monstro funcional" de muitos braços, onde a cooperação é a única moeda de troca. Uma narrativa poderosa sobre a resiliência humana, a desconstrução de preconceitos e a busca por um novo sentido de comunidade em meio ao caos.
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