
Uma imersão visceral na dor e na memória, Carrara nos entrega um romance que ecoa por muito tempo. - O Estado de S. Paulo
"Não fossem as sílabas do sábado" mergulha nas profundezas da dor e do luto, explorando a complexa teia de emoções que se desenrola após uma tragédia. A narrativa nos apresenta a uma mulher que, em um momento de profunda vulnerabilidade no Instituto Médico Legal, confronta a imagem de Madalena, uma figura desfigurada pela dor, e se vê refletida em sua própria calamidade iminente. Através de uma prosa intensa e introspectiva, a autora Mariana Salomão Carrara desvenda as camadas do sofrimento, revisitando uma "meia hora" fatídica que selou o destino de André e marcou a protagonista para sempre.
Este romance psicológico é um convite à reflexão sobre o tempo, a culpa e a forma como lidamos com o irremediável. A protagonista se debate com o ódio por sua própria lentidão em perceber a urgência de um desastre, questionando as escolhas e omissões que precederam o ponto de não retorno. É uma jornada dolorosa, mas profundamente humana, que expõe a fragilidade da existência e a persistência do luto, revelando como cada segundo de uma tragédia oculta pode se transformar em anos de pesar. Uma obra que ressoa com a crueza da realidade e a força da memória.
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