
Uma obra-prima da literatura brasileira contemporânea, que nos confronta com a brutalidade da existência e a beleza sombria da desesperança. - Jornal da Literatura
Ambientado no interior de um estado do sul do Brasil, "Na Escuridão, Amanhã" desvela uma roça anti-idílica e sufocante, onde um casal e seus três filhos se veem enredados em uma teia de incomunicabilidade e na opressão de um Deus impiedoso. A busca por uma vida melhor na cidade grande se transforma em um doloroso desgarramento familiar, culminando na perda e no desespero.
A escuridão que permeia a narrativa representa o fim dos sonhos e das angústias dos personagens, enquanto o "amanhã" surge como uma incerteza ameaçadora, desprovida de qualquer esperança. Viver torna-se um avanço para o nada, e a fé, mesmo invocada, não oferece conforto diante da experiência amedrontada e desencadeada de suas vidas.
Com uma força claustrofóbica e uma poesia contundente, Rogério Pereira constrói uma obra onde a memória é obsessivamente convocada, como se narrar o passado pudesse, de alguma forma, trazer redenção. Este livro é um mergulho profundo nas complexidades da existência humana, na desintegração familiar e na busca por sentido em um mundo que parece oferecer apenas vazio.
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