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Uma análise corajosa e instigante que ousa desafiar os pilares da literatura brasileira. Essencial para repensar os cânones.
Em "Muita Retórica, Pouca Literatura", Rodrigo Gurgel oferece um ensaio provocador que mergulha nas profundezas da literatura brasileira, desafiando percepções consagradas e revisitando obras canônicas com um olhar crítico e perspicaz. O autor, com sua análise afiada, questiona a primazia da retórica sobre a substância literária em textos que vão de José de Alencar a Graça Aranha, propondo uma reavaliação dos pilares que sustentam o cânone nacional.
Gurgel não hesita em desvendar as camadas de obras como "Lucíola" de Alencar, as "Memórias de um Sargento de Milícias" de Manuel Antônio de Almeida, ou "O Cortiço" de Aluísio Azevedo, expondo o que ele percebe como romantismo autodestrutivo, compadrio, pieguice e até subliteratura. Cada capítulo é uma imersão em um autor e sua obra, revelando nuances e contradições que podem ter passado despercebidas ou sido romantizadas pela crítica tradicional.
Este livro é um convite irrecusável para estudantes, professores e entusiastas da literatura brasileira a um debate instigante. Com uma linguagem acessível, mas rigorosa, Gurgel oferece uma perspectiva "contra a corrente", como bem aponta José Carlos Zamboni no prefácio, estimulando o leitor a pensar criticamente sobre o valor e o legado de nossos grandes nomes literários. Prepare-se para questionar o que você pensava saber sobre a literatura do Brasil.
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