
Uma análise audaciosa e provocadora que redefine a compreensão da religião e da psique humana. - The New York Times
“Moisés e o Monoteísmo: Esboço de Psicanálise” é uma das obras mais instigantes e controversas de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Publicado postumamente, este ensaio mergulha nas origens do monoteísmo judaico e na figura enigmática de Moisés, propondo uma interpretação revolucionária e profundamente psicológica da história.
Freud desafia as narrativas tradicionais, sugerindo que Moisés não era judeu, mas sim um egípcio que introduziu o culto a Aton, um deus único, ao povo hebreu. Ele explora a ideia de que a imposição dessa nova religião e o subsequente assassinato de Moisés pelos judeus teriam gerado um trauma coletivo, reprimido e transformado ao longo das gerações, moldando a identidade e a religião judaica de formas complexas e duradouras.
Através de uma análise meticulosa de textos históricos, religiosos e mitológicos, Freud aplica os princípios da psicanálise – como a repressão, o retorno do recalcado e a formação de sintomas – para desvendar os mistérios por trás da fé e da cultura. A obra não apenas questiona as bases de uma das maiores religiões do mundo, mas também oferece uma poderosa demonstração da capacidade da psicanálise de iluminar fenômenos culturais e históricos em larga escala. Uma leitura essencial para quem busca compreender as raízes psicológicas da religião e da identidade coletiva.
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