
Uma obra essencial para desvendar as profundezas da cultura indígena brasileira e repensar nossa própria identidade. – O Estado de S. Paulo
“Meu destino é ser onça” é uma imersão profunda e fascinante na cosmogonia e nos rituais dos Tupinambá, um dos povos indígenas mais emblemáticos do Brasil. Alberto Mussa, com sua erudição característica, desvenda as complexas camadas de mitos, crenças e práticas que moldaram a visão de mundo desses ancestrais, revelando a centralidade da figura da onça e do rito antropofágico em sua cultura.
O autor não apenas resgata narrativas esquecidas, mas também as contextualiza através de uma minuciosa pesquisa em relatos de cronistas quinhentistas, como Thevet, Staden e Léry, e em estudos antropológicos contemporâneos. A obra explora temas como a "terra-sem-mal", as metamorfoses e a relação intrínseca entre o homem e a natureza, oferecendo um panorama rico e multifacetado da espiritualidade e da organização social tupinambá.
Mais do que um estudo histórico ou antropológico, este livro é um convite à reflexão sobre as raízes profundas da identidade brasileira. Mussa nos provoca a repensar a história e a cultura do país a partir de uma perspectiva indígena, desafiando preconceitos e iluminando a riqueza de um legado muitas vezes marginalizado. Uma leitura essencial para quem busca compreender as complexidades da formação cultural do Brasil e a potência dos saberes ancestrais.
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