
Brilhante e mordaz, Spark nos entrega um clássico atemporal sobre a vida, a morte e os segredos que carregamos. – The Literary Review
Um grupo distinto de idosos britânicos, à beira dos oitenta, tem sua rotina abalada por estranhos telefonemas. Uma voz serena lhes sussurra: "Lembre-se de que vai morrer". Esse lembrete macabro, um verdadeiro memento mori, agita o cotidiano desses personagens que, longe de serem "bons velhinhos", são levados a um mergulho desvairado em suas águas passadas.
Entre eles, um fabricante de cerveja, sua irmã solteirona, uma esposa escritora com a memória falha, um médico com pesquisas geriátricas peculiares, uma governanta pernóstica e um aposentado da Scotland Yard. A iminência da morte os força a confrontar segredos há muito guardados: traições, amores proibidos, invejas e ressentimentos que moldaram suas vidas.
Quem traiu? Quem foi traído? Com quantos amantes? Quais sapos ainda estão entalados na garganta? Muriel Spark, com sua maestria e ironia afiada, explora a complexidade da memória, do arrependimento e da condição humana diante do fim inevitável. Uma obra que questiona o que realmente importa quando o tempo se esgota, revelando as camadas ocultas de uma sociedade aparentemente respeitável.
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