
Uma trama de tirar o fôlego que explora as cicatrizes invisíveis do abuso e a complexidade da justiça. Impossível parar de ler! - Revista Literária Brasileira
Em "Medeia morta", Cláudia Lemes nos conduz por um labirinto psicológico onde as sombras do passado se recusam a permanecer enterradas. A trama se inicia com a descoberta de um corpo, um caso que cai nas mãos do experiente investigador Miro. Após dezoito anos na Polícia Civil, ele acredita ter visto de tudo, mas a vítima deste crime brutal o força a confrontar a relatividade da empatia humana e as camadas ocultas de uma sociedade que julga aparências.
A narrativa é habilmente construída em uma estrutura não-linear, alternando entre o "Antes" e o "Depois", revelando gradualmente os eventos que culminaram na tragédia. Cartas enigmáticas, intituladas "Amour", "Reivindicação" e "Controle", emergem como peças cruciais de um quebra-cabeça macabro, aprofundando o mistério em torno da figura central que evoca a Medeia da mitologia grega – uma mulher levada ao limite por traição e desespero. O aviso de conteúdo sobre abuso psicológico prepara o leitor para uma imersão profunda e, por vezes, perturbadora.
Lemes tece um suspense psicológico envolvente, onde a violência não é apenas física, mas também emocional, deixando cicatrizes invisíveis e profundas. A obra convida à reflexão sobre a natureza do poder, a busca por justiça e as complexas nuances da moralidade em um mundo onde as aparências enganam. Prepare-se para uma leitura que questiona os limites da resiliência humana e a capacidade de superação diante das mais cruéis adversidades.
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