
Uma premissa audaciosa que explora as profundezas da psique humana com maestria e sensibilidade.
Em "Mate-me Quando Quiser", Anita Deak nos apresenta uma premissa chocante e instigante: uma mulher decide encomendar a própria morte. Através de uma carta enigmática e fria, ela instrui seu executor, um homem conhecido apenas como Soares, a cumprir a tarefa em Barcelona, dentro de um prazo de quatro meses, exigindo apenas discrição e anonimato. A protagonista, envolta em um véu de mistério, aguarda seu destino com uma aceitação quase serena, observando o fluxo da vida ao seu redor enquanto o tempo se esvai.
A narrativa se desenrola com a mulher no coração vibrante de Barcelona, seus pensamentos e observações revelando uma profunda melancolia e uma busca por controle em face do inevitável. O leitor é convidado a mergulhar na mente dessa personagem complexa, desvendando os motivos por trás de uma decisão tão extrema e questionando a natureza da vida, da morte e da liberdade de escolha.
Anita Deak constrói um suspense psicológico envolvente, onde a tensão não reside no "se" a morte acontecerá, mas no "porquê" e no "como" essa mulher chegou a tal ponto de desespero ou libertação. É um convite à introspecção sobre a solidão, a existência e a busca por um controle final sobre a própria vida. Uma história que promete prender o leitor do início ao fim, explorando os recantos mais sombrios e complexos da alma humana.
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