
Um documento incendiário que moldou a resistência e provocou debates acalorados sobre a luta armada no Brasil. - Historiador Contemporâneo
O "Manual do Guerrilheiro Urbano" é um documento histórico e controverso, escrito por Carlos Marighella em 1969, que se tornou um guia prático e ideológico para a luta armada contra regimes opressores, especialmente a ditadura militar brasileira da época. Marighella, um dos principais líderes da resistência, dedica a obra aos "heróicos combatentes" e "camaradas aprisionados", conclamando à ação revolucionária e à resistência.
O texto detalha táticas e estratégias para a guerrilha urbana, abordando desde a organização de grupos de combate até a execução de ações diretas, como sabotagens e expropriações. Mais do que um simples roteiro de operações, o manual é um manifesto político que justifica a violência revolucionária como uma resposta legítima à repressão estatal. Marighella argumenta que a acusação de "terrorismo" perde seu sentido negativo e se torna uma "qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada" engajada na luta contra a ditadura.
Esta obra não apenas oferece uma visão crua e direta da mentalidade revolucionária da época, mas também se tornou um símbolo da resistência e um objeto de estudo para compreender os movimentos de contestação política no Brasil e em outras partes do mundo. Sua leitura é essencial para quem busca entender as complexas dinâmicas da luta por liberdade e justiça em contextos de opressão, provocando reflexão sobre os limites da ação política e a natureza do poder.
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