
por Mónica Ojeda
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Um mergulho visceral e aterrorizante na psique humana. Ojeda reafirma seu lugar como uma das vozes mais audaciosas do horror contemporâneo. - The Guardian
Em "Mandíbula", Mónica Ojeda nos imerge em um universo perturbador onde o medo e a psique humana se entrelaçam em uma dança macabra. A narrativa explora as profundezas das relações familiares, especialmente o complexo e muitas vezes sufocante vínculo entre mãe e filha, desvendando uma "trilogia não prevista pela Psicanálise" de mãe, filha e irmã.
A obra é um mergulho visceral no horror psicológico, onde a linha entre a realidade e a alucinação se torna tênue. Com uma prosa afiada e repleta de referências literárias e filosóficas que vão de Lacan a Lovecraft, Ojeda constrói uma atmosfera de constante apreensão. A protagonista se vê confrontada com seus próprios demônios internos e uma sensação avassaladora de descontrole, lutando para se libertar de uma "mandíbula" metafórica que a aprisiona.
"Mandíbula" é uma experiência literária intensa e desconfortável, que desafia o leitor a confrontar seus próprios medos e as sombras que habitam as dinâmicas familiares mais íntimas. Uma exploração corajosa da fragilidade mental e da busca por identidade em meio ao caos.
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