
Uma peça teatral audaciosa e profundamente filosófica, que reinterpreta mitos ancestrais com uma visão niilista e apaixonante.
“Maldito Fruto” é uma peça teatral instigante de Max Idalgo que mergulha nas profundezas da condição humana, explorando temas atemporais como amor, desejo, moralidade e a busca por sentido em um universo aparentemente indiferente. A narrativa se desenrola em um cenário simbólico, onde anjos observam e interagem com a fragilidade e a paixão dos mortais.
A trama é centrada em João e Alice, cujas interações inocentes e, ao mesmo tempo, carregadas de um erotismo latente, remetem diretamente ao mito do Jardim do Éden e ao fruto proibido. A presença de um anjo niilista, Darãn, que questiona a própria criação e a existência de Deus, adiciona uma camada filosófica densa, desafiando as percepções tradicionais de fé e propósito.
Idalgo constrói diálogos poéticos e reflexivos, onde a dualidade entre o sagrado e o profano, o carnal e o espiritual, é constantemente posta à prova. A peça convida o público a uma introspecção sobre as escolhas que moldam a existência e as consequências de ceder aos impulsos mais primários.
Com uma linguagem rica e um enredo que transita entre o drama e a filosofia existencial, "Maldito Fruto" é uma obra que provoca e encanta, deixando uma marca duradoura na mente do leitor/espectador. É um convite à reflexão sobre a natureza do bem e do mal, do amor e da liberdade, e o peso das decisões humanas.
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