
por Moacyr Scliar
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'Uma obra-prima que transita entre o melancólico e o irônico, revelando a genialidade de Scliar ao abordar a condição humana em tempos de incerteza.' - Folha de S.Paulo
Em "Majestade do Xingu", Moacyr Scliar nos transporta para um hospital no Rio de Janeiro, em 1973, onde o renomado indigenista Noel Nutels agoniza em seu leito de morte. Em meio à atmosfera opressora da ditadura militar, uma visita inesperada de generais ao quarto do moribundo desencadeia uma narrativa rica em memórias e reflexões.
Através dos olhos de um narrador que reconta a história ao seu médico, somos convidados a mergulhar na vida de Nutels, um homem de múltiplos amigos e admiradores, inclusive entre os militares, e a testemunhar a complexidade das relações humanas e políticas em um período conturbado da história brasileira. Scliar, com sua maestria característica, tece uma trama que é ao mesmo tempo triste e bem-humorada, explorando a fragilidade da existência e a busca por significado diante da finitude.
Esta obra é um convite à reflexão sobre a vida, a morte, o poder e a memória, embalada pela prosa envolvente de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Uma leitura que emociona e provoca, revelando as nuances da alma humana em face de grandes desafios.
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