
Uma obra comovente e profundamente humana, que explora as nuances do luto e da autodescoberta com sensibilidade ímpar. - O Estado de S. Paulo
Em "Mais ou menos 9 horas", Vitor Martins nos apresenta a uma jornada emocional e introspectiva que se desenrola no limiar dos trinta anos do protagonista. Às vésperas de seu aniversário, ele recebe a notícia da morte do pai e embarca em uma viagem de ônibus de volta à sua cidade natal para o funeral. O que deveria ser um momento de luto é, para ele, um turbilhão de sentimentos complexos, onde a frustração inicial se mistura à ausência de dor, forçando-o a confrontar a relação distante e complicada que tinha com o pai.
A narrativa habilmente transita entre o presente e diversas memórias do passado, desvendando os eventos e as pessoas que moldaram o protagonista. Através de flashbacks que remontam a treze anos antes, somos levados a momentos cruciais de sua vida, incluindo o primeiro encontro com Otávio, um relacionamento significativo que deixou marcas profundas. Essa estrutura não linear permite ao leitor montar o quebra-cabeça de sua identidade, seus amores e suas perdas.
O livro é um mergulho profundo na psique de alguém que tenta entender a si mesmo e seu lugar no mundo, enquanto lida com o luto de uma forma inesperada. É uma história sobre amadurecimento, sobre a complexidade das relações familiares e amorosas, e sobre a busca por significado em meio à dor e à reflexão. Vitor Martins tece uma trama sensível e honesta, convidando o leitor a uma experiência de autodescoberta e empatia.
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