
Uma exploração comovente e corajosa do luto e da memória, que ressoa profundamente no leitor. – Jornal de Letras
Em "Mãe", Hugo Gonçalves nos convida a uma jornada íntima e comovente através das paisagens da memória e do luto. A obra é um mergulho profundo na experiência pessoal do autor, que revisita o dia marcante de 13 de março de 1985, quando, ainda criança, foi confrontado com a notícia da morte precoce de sua mãe, Rosa Maria, aos trinta e dois anos, em um hospital distante em Londres. Esta é a "viagem que faço para contar-vos a verdade", uma busca incessante por sentido e compreensão diante de uma perda avassaladora que moldou sua infância e sua percepção do mundo.
Com uma honestidade brutal e uma sensibilidade ímpar, Gonçalves explora a complexa relação entre a memória e a imaginação, revelando como as lembranças se entrelaçam e se transformam na tentativa de dar forma a eventos traumáticos. O livro é um testemunho pungente da dor da ausência e da forma como o passado, mesmo distante, continua a ressoar no presente, deixando cicatrizes profundas e inesquecíveis.
Através de uma prosa envolvente e introspectiva, o autor constrói um retrato multifacetado da mãe que partiu cedo demais e do filho que ficou para trás, confrontando o silêncio, as perguntas não respondidas e a busca por uma verdade que reside tanto nos fatos quanto na reconstrução afetiva. "Mãe" é uma meditação poderosa sobre a vida, a morte e o poder duradouro dos laços familiares, mesmo diante da mais profunda tragédia.
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